quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A TAL DA EGRÉGORA


“Egrégora são aglomerados de moléculas do Plano Astral, que tomam
forma quando são criadas pelo pensamento nítido e constante de uma pessoa ou de
um grupo de pessoas e passam a ‘viver’ magnetizadas por essas mentes.

Tais criações podem apresentar vários tipos:
‘anjos de guarda’ ou ‘protetores’, quando fortemente mentalizados pelas mães para a custódia de seus filhos, e sua ação será benéfica;

podem servir de perseguidores, obsessores, atormentadores quando criados por mentes
doentias; podem ser formas que se agregam à própria criatura que as cria mentalmente
e as alimenta magneticamente; têm capacidade de resistir para não se deixarem
destruir pelo pensamento contrário.

‘São comuns esses agregados ao redor das criaturas,obra puramente do poder mental sobre o astral.
Assim são vistas formas mentais de ambições de ouro, de desregramento sexual, de gula, de inveja, de secura por bebidas alcoólicas etc.

Essas aglomerações, quando criadas e mantidas por magnetização forte e prolongada de numerosas pessoas (por vezes, durante séculos e milênios), assumem também proporções gigantescas, com poder atuante, por vezes quase irresistível.

Denomina-se, então, um egrégoro.

E quase todos os grupos religiosos o possuem; alguns pequenos, outros maiores, e por vezes tão vasto que, como no caso da Igreja Católica de Roma, estende sua atuação em redor de quase todo o Planeta, sendo visto como uma extensa nuvem multicolor, pois apresenta regiões em lindíssimo dourado brilhante, outras em prateado, embora em certos pontos haja sombreado escuro, de tonalidade marrom-terrosa e cinzenta.

Isso depende dos grupos que se elevam misticamente e com sinceridade e de outros que interferem com pensamento de baixo teor (inveja, ódio de outras denominações religiosas, ambições desmedidas de lucro etc).

Há também os egrégoros de grupamentos outros, como de raça, de pátria etc.

Funcionam quase como uma ‘bateria de acumuladores que são alimentados pelas mentes que os cria’, como escreveu Leadbeater em “O Plano Astral”(Editora Pensamento).

Logicamente, quanto mais forte é a criação e a alimentação,mais poderoso e atuante se torna esse ser artificial, muitas vezes cruel com seu próprio criador, pois não possui discernimento do bem ou do mal e age automaticamente com a finalidade para que existe.”

Texto extraído da obra “Técnica da
Mediunidade” (Editora Sabedoria),
de Carlos Torres Pastorino.

sábado, 3 de outubro de 2009

“Lutas do dia-dia”



Ao olhar para trás, deparo-me com as lutas que tive.
Lutei pela minha vida ao nascer, mesmo sendo desejado por meus pais. Lutei pela minha boa educação, mesmo sendo mimado por minha avó. Lutei pelo meu aprendizado escolar, mesmo que, por vezes, meus colegas tentavam me corromper.

Assim foi toda minha infância, pequenas lutas travadas para crescer bem e quando achei que na adolescência tudo fosse melhorar, dei com os burros n’água, pois na realidade tudo se complicou e a luta continuou.

Lutei de novo e lutei mais. Lutei pela namoradinha, mesmo sabendo que aquela não era a mulher ideal. Lutei para não usar drogas, mesmo que por vezes sentisse vontade de experimentá-la. Lutei para conservar os amigos, mesmo quando estes insistiam em se afastar. Lutei por uma vida melhor, mesmo sabendo que o vestibular era um sonho quase impossível. Mas nessa fase da vida já entendia o sabor das vitórias e amargava as derrotas sem entendê-las.

E egresso na fase adulta tive a certeza de que as coisas melhorariam. Porém, a vida pregou-me nova peça e a luta prosseguiu. A diferença é que já adulto, entendia melhor minhas derrotas e aproveitava mais minhas vitórias.

Lutei novamente pela namorada, que se tornou noiva e depois esposa, mas sei que essa sim é a mulher da minha vida. Lutei pela minha casa, pois lá eu encontro o meu porto seguro. Lutei pelos meus filhos, pois deles tenho amor incondicional. Lutei pelo conforto da família, por que tenho certeza que esta é à base de tudo.

Entre tantas lutas travadas, tantas derrotas sofridas e tantas vitórias conquistadas, fica o sentimento de dever cumprido, de jamais ter desistido ou me acovardado. Fica ainda o sentimento de que outras batalhas virão, pois elas sempre virão. Preparado ou não tenho que enfrentá-las. Preparado ou não tenho que combatê-las.

Fica ainda, o sentimento de que sem elas, as lutas do dia-dia, as derrotas seriam mais amargas, pois não entenderia seu real motivo, e as conquistas pouco doces, pois não agregaria nada em minha vida. Pois com essas batalhas, com essas lutas do dia-dia toda grande conquista tem sabor especial.

Jairo Pereira Jr. - 2009
Professor de Economia e Matemática
35 anos, casado, 2 filhos e Umbandista

sábado, 19 de setembro de 2009

“Intolerância para com os intolerantes”


Preconceito ou pré-conceito, segundo alguns dicionários é definido como o conceito ou a opinião pré-estabelecida, pré-concebida ou sem conhecimento prévio.

Como tudo que é pré-concebido ou sem conhecimento prévio não há um estudo aprofundado. Não havendo um estudo profundo não é digno de crédito, ou seja, em outras palavras, é fruto de pura ignorância.


Ignorância daqueles que fecham os olhos para os fatos e abrem os ouvidos para outros ignorantes, que como eles, sentem-se no direito de abrirem suas bocas imundas para falar de outros.

Na verdade meus irmãos, não sou detentor das verdades absolutas da vida, mas sei sobre a minha verdade e ela está pautada na unicidade de nosso Criador, pois se Deus é único, Onipresente, Onisciente, Bondoso e Misericordioso, a religião não passa de um caminho para chegarmos até Ele.

Então irmão, veja, olhe e observe com os olhos despidos da ignorância do preconceito, deixe seus ouvidos lacrados para os ignorantes de opinião e mantenha sua boca fechada contra as maledicências. Mantenha somente seu coração aberto para o amor ao próximo, pois tenha ciência de que todos os caminhos e quaisquer caminhos levam a Deus. Todos são válidos e é só saber procurar o melhor para você.

Seja qual for sua religião, seja qual for a sua corrente religiosa, seja qual for a vertente praticada, você não é melhor do que ninguém e as religiões também não são.

Na verdade, você pode ser o melhor para sua religião e ela pode ser o melhor para você, porém isso não a faz necessariamente boa para mim ou para outros. Afinal, Deus criou-nos como indivíduos, com vontades, desejos e necessidades próprias e individuais. Você realmente acredita que essa inteligência superior do nosso Criador, criando-nos como seres individuais e únicos seria desperdiçada se tivéssemos que ser completamente iguais?

Se você acredita que sim, creio que esteja errado.

Sendo assim, não sejamos complacentes com o preconceito acreditando que é coisa de gente ignorante e atrasada, “tadinho!”, sejamos duros, enérgicos, decididos e intolerantes com esses intolerantes preconceituosos. Exijamos nossos direitos. Direitos esses, constitucionalmente garantidos. Direito à liberdade. A liberdade religiosa, liberdade de expressão, direito à individualidade e de livre manifestação.

Jairo Pereira Jr. - 2009
Professor de Economia e Matemática
35 anos, casado, 2 filhos e Umbandista

domingo, 13 de setembro de 2009

DEUS, SALVE A NOSSA UMBANDA !


É relevante a preocupação de muitos umbandistas, no que diz respeito às agressões que vem sofrendo os seguidores dos cultos afro-brasileiros, por adeptos das religiões neopentecostais.

No entanto, é preciso analisar tal situação com racionalidade, deixando de
lado a paixão.

Digo isso, porque se quisermos que nos respeitem, é preciso que tenhamos, antes de qualquer coisa, equilíbrio e serenidade para enfrentar esses fanáticos e oportunistas da fé cristã.
Na sua maioria, são pessoas totalmente levadas pela paixão cega e irracional. Logo, incapazes de tolerar qualquer outra manifestação de fé, que não seja as que eles praticam.

Sabemos, serem esses "novos evangélicos", oriundos de pseudo-terreiros de Umbanda: médiuns anímicos, sem nenhum compromisso de fato, com a moral e doutrina dos Orixás.

Temos ainda, os dissidentes de respeitados Terreiros, no entanto, alegam terem vivido anos de suas vidas praticando a caridade e que nada ganharam com isso... pasmem: "ora, quando alguém se propõe a fazer algum bem a outrem, é de se esperar que o faça sem segundas intenções."

Outros, se revoltaram com a Umbanda por conta de não terem conseguido a pessoa amada; por não terem conseguido acabar com o casamento do (a) amante; por não terem acabado com a vida do inimigo; por não terem conseguido a promoção no emprego;
por não terem conseguido comprar um carro igual ao do vizinho, etc, etc, etc...

Repito: médiuns sem nenhum compromisso com a Lei da Umbanda:
Fé, amor e caridade.

Cansados por conta da "Lei do retorno"; afinal, o que aqui se faz, aqui se paga... buscam nessas novas religiões a possibilidade de culparem alguém por seus erros e fracassos: e o fazem aos espíritos. Daí, a certeza de serem pessoas totalmente ignorantes a respeito da espiritualidade.

O verdadeiro médium de Umbanda, sabe assumir suas responsabilidades nos mundos material e espiritual.
Sabe que compete aos espíritos de luz e aos Orixás o papel de espiritualizá-los:
são eles que ensinam o caminho da tolerância, do amor ao próximo, da serenidade e do cumprimento às Leis de Deus e dos homens. Ensinam a alimentar nossos corações com o amor e o perdão e dessa forma, tentam evitar que nos corrompamos nos caminhos do orgulho e da vaidade inescrupulosa.

O crescimento dessas "novas religiões", deve ser vista como misericórdia de Deus em nossas vidas, ou seja:
graças a elas, nossos Terreiros estão limpos de médiuns fúteis e pretensiosos.

Esses médiuns são filhos de Deus e com certeza Deus quer se salvarem.
A mediunidade lhes foi outorgada para que pudessem ser úteis ao trabalho no bem; todavia, deixaram se levar pela vaidade e pelo orgulho, desconsiderando os maravilhosos fundamentos da Umbanda.


-Deus salve o Grito do grande Rei Xangô, que expulsa de nosso meio médiuns mentirosos e charlatões!
-Deus salve a Espada de Ogum, que corta de nossos caminhos os que alimentam o ódio e a inveja!
-Deus salve a Flecha de Oxossi, que mata o pássaro da maldade e da traição!
-Deus salve as Águas de Oxum, que lava nossos caminhos da mentira e da falsidade!
-Deus salve os Ventos de Iansã, que expulsa os que alimentam pensamentos de promiscuidade e infidelidade
-Deus salve as Águas de Iemanjá, que lava nossos terreiros dos que alimentam a falta de amor e respeito ao próximo!
-Deus salve as Chuvas de Nanã, que trazem o peso da responsabilidade, afastando os ociosos e oportunistas!
-Deus salve o Cajado de Omulu, que expulsa as doenças do egoísmo e da
desordem!
-Deus salve Nosso Pai Oxalá, salvaguardando nossa Umbanda daqueles que ainda não conhecem o verdadeiro sentido da caridade!

DEUS SALVE A NOSSA UMBANDA!
... e não desampare os que ainda se arrastam pelos caminhos da ignorância e da hipocrisia.

LUIZ DE OGUM
- Casa de Umbanda Caboclo 7 Penas.

“Depois da Tempestade”


Convido você, meu irmão, que está lendo este artigo a parar e pensar num momento de grande conquista e realização.
Pronto!
Agora pense nos momentos que antecederam essa conquista?
Pronto novamente!
Se você pensar bem, quando você tem uma grande conquista, ela sempre vem precedida de um grande momento caótico.
Lembra-se? Que sempre antes das suas grandes conquistas o momento não estava nada bom?
Você achava que não conseguiria, mas no final conseguiu. Mesmo com todo o caos, com toda apreensão e com toda desconfiança de todos, no fim tudo deu certo.
Assim foi, assim é e assim será sempre.
Se o ditado diz que “depois da tempestade sempre vem a bonança”, porque não dizer que “antes da bonança sempre vem uma tempestade”.
Esta é nossa vida. Para conseguirmos coisas boas devemos passar por privações e provações. Para que as conquistas sejam valorizadas precisamos enfrentar os momentos caóticos. Para alcançar a calmaria do oceano precisamos ultrapassar a tormenta da arrebentação.
Não acredite que você é o único a passar por momentos ruins. Na realidade todos estamos sujeitos a isto. Todos temos momentos ruins. Só depende de você saber aonde este momento vai te levar.
Para que haja paz é preciso vencer a guerra. Só que está guerra é particular, travada por você contra você mesmo, e deve servir como propulsor para suas conquistas.
Então, lembre-se de outro ditado popular: “Não há mal que sempre dure e nem bem que sempre perdure”, seja forte, tenha fé e acredite que é nesses momentos de caos que crescemos espiritualmente.

Jairo Pereira Jr. - 2009
Professor de Economia e Matemática
35 anos, casado, 2 filhos e Umbandista