segunda-feira, 3 de novembro de 2008

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Ato público quer o fim da intolerância religiosa
Várzea Grande, 31/10/2008 - 15:34.
Da Redação
O som dos atabaques vai tomar conta da praça da República no dia 14 de novembro. Grupos de religiosos e simpatizantes da umbanda e do candomblé realizam nesse dia um ato público para lembrar os 100 anos da umbanda no Brasil e pedir o fim da intolerância religiosa. Este é o primeiro de uma série de eventos que marca as comemorações do Dia da Consciência Negra (20.11), que inclui ainda a realização de um seminário sobre o papel das religiões de matiz afro-brasileira e africana, marcado para os dias 27 e 28 de novembro, na Câmara Municipal de Cuiabá.
O ato público começa às 15h00 e prevê a participação de babalorixás e outros líderes religiosos da umbanda e do candomblé, além da comunidade de simpatizantes. No local, serão realizadas várias apresentações culturais para mostrar um pouco da história da umbanda e do candomblé no Brasil e o culto aos orixás.
O presidente do Conselho Estadual da Igualdade Racial, Pedro Reis, acredita que essa é uma oportunidade para mostrar à sociedade a importância dessas religiões. O ato deve contribuir também para quebrar alguns estigmas construídos ao longo do tempo no Brasil e que trataram de “demonizar” as religiões de origem africana. “Isso remonta ao período do tráfico de negros e à escravidão no Brasil”, diz. Alguns desses estigmas, segundo ele, permanecem na sociedade.
Durante o ato público, haverá a apresentação de danças, música e instrumentos utilizados nos cultos aos orixás, além da apresentação do grupo Imune (Instituto Mulheres Negras) e do Movimento Inteligência Negra.
O presidente do Conselho Estadual da Igualdade Racial calcula em pelo menos 1.630 casas de umbanda e candomblé em Cuiabá. Últimas notícias


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